Tópicos
- Visita da amiga Ana londrina/portoalegrense. Cervejinha básica no San Calisto.

- Odeio a Juventus e todos os seus títulos.

Ontem ganharam o campeonato pela 28° vez.
- Ainda não vi Star Wars. Não sou fã.
- Desculpem mas hoje tou escrevendo tipo índio.
A kind of body art
Acredito na singular beleza dos hematomas. Em italiano, a palavra que os define é linda:
lívido. Este, que exibo no pulso desde domingo, está me fascinando tanto que vou ficar triste quando sumir.

Oh, sinto muito por destruir as fantasias de alguns de vocês, mas a perversão passa longe dos meus roxinhos. Eu vivo cheia deles porque, mesmo tendo miopia e astigmatismo, não ponho meus óculos e tenho pavor de lentes de contato. Bong!
Levando atrás
Ontem não tive tempo para pensar em blog. Estava ocupada demais arrumando casa pra morar. Tudo graças ao gradissíssimo filho duma vadia fedorenta do meu ex futuro senhorio. Faltando dez dias pra mudança, com minhas coisas embaladas e encaixotadas, esta pessoa que daqui pra frente vou chamar apenas de Ignóbil Merecedor de Morte Horrível me liga avisando que resolveu aumentar o aluguel. Tipo “ah, esqueci de te falar uma coisa, na verdade o preço nao é mais aquele”.
Heim?
Sendo que já não era nenhuma mixaria, ficou caro demais pra mim, além de ser simplesmente uma atitude desonesta e podre. Mandei-o pastar, chorei, passei a noite em branco e ontem de manhã cedinho fui comprar o Porta Portese, o jornal aquele dos classificados.
Foi um dia alucinante. Vi 8 (oito) apartamentos em doze horas e tive certeza de que as pessoas estão completamente loucas. Querem cobrar preços absurdos por uns buracos hediondos, tipo com o banheiro dentro da cozinha.
Mas nem todos. Acho que achei um apezinho bom. Não vai ser desta vez que vou pra debaixo da ponte (na verdade poderia ficar na minha casa atual dando o bolo nas duas novas inquilinas, mas seria meio deprimente). Pelo menos o Ignóbil Merecedor devolveu a grana que eu já tinha adiantado. O que me irrita é que o desgraçado nem precisa do dinheiro. Ele mora em Londres e está para casar com uma inglesa rica. Torço de coração para que venha a se tornar um dos principais cornos da Era Moderna.
Lá vou eu me achar crítica de cinema
Me irritei bastante com
Last Days, de Gus van Sant, a versão do diretor para os últimos dias – na verdade um dia e meio – de vida de Kurt Cobain.

Eu tinha gostado muito de
Elefante, mas desta vez ele exagerou um pouco. Nem as participações ilustres de Harmony Korine, Kim Gordon e da bunda da Asia Argento ajudam. Não vou falar mais nada porque alguém aí pode querer assistir.
Todas as minhas esperanças estão agora voltadas para
Old Boy, “o filme que o Tarantino gostaria de ter feito”, segundo ele mesmo.

Porrada coreana. Yeah.
Adendo deveras importante. Porque a ferramenta Alterar está aí para ser usada.Nisso tudo esqueci de dizer que, assim como absolutamente
todos os filmes na Itália, este também era
dublado. Isso mesmo. O profundo desprezo que os cinéfilos e os nem tão cinéfilos brasileiros nutrem pela dublagem é algo totalmente desconhecido por estas bandas. Simplesmente porque ninguém aqui viu um filme no idioma original. Eles acham
ruim e cansativo ter que ler as legendas. Pra eles a Uma Thurman, o Stallone e o Ewan McGregor nunca falarm outra língua que não fosse o italiano. No Senhor dos Anéis os orcs grunhem em italiano. Em Pulp Fiction, o Bruce Willis diz
“Zed è morto, baby”. E para eles tudo isso é normal e correto. Agora já me acostumei, mas no início foi um choque. E no caso do
Last Days não faz muita diferença porque eles não falam quase nada mesmo.
Porque sou tão idiota?
Oh cazzo cazzo cazzo.
Ou melhor, viva, viva!
Ok, sabe esses anúncios no post ali de baixo? Ganhamos um prêmio com eles. Acabo de saber. Chegou um e-mail da organização do festival dizendo “congratulations, you won, etc.”. Ganhamos o Golden Bra, o sutiã de ouro (sério, é um festival assim, informal). Maravilha. Excelente. Até porque o prêmio é também em dinheiro.
Aí eu, deixando-me levar pelo entusiasmo, clico em “responder”, em vez de “encaminhar” e mando pra dita cuja organização um texto que diz, em italiano, algo tipo “viva nós, colocamos na bunda deles sem vaselina”.
Ok, o festival é na Eslovênia e duvido que eles tenham entendido tudo, mas acho que “culo" infelizmente é uma palavra bastante internacional.
Já mandei um e-mail de desculpas, mas mesmo assim quero morrer neste exato momento. Tou me sentindo a irmã mongolona da Bridget Jones.
Advertising
Vejam meus trabalhos na
short list deste festival. Em nome dos sagrados conceitos de
do it yourself e de
a gente fazemos o que podemos, eu e a minha amiga resolvemos participar independentemente das nossas respectivas agências.
Anúncio 1.Anúncio 2.Anúncio 3.O cliente é uma organização que tenta sensibilizar os homens em relação à violência contra as mulheres. O patrocinador é uma multinacional do tabaco. A tradução pro inglês é nossa mesmo.
p.s.: Olha mãe, sem diretor de arte!
Argh
Oba! Um comentário do Caon. Comentários da Bia, da Cris e da Lucirene. Amigos, leiam meu blog. Tou meio em crise neste domingo. Preciso arrumar alguma coisa para fazer, tipo andar de bicicleta e depois tomar cerveja. Acredito que vai me ajudar a colocar algumas idéias em ordem, e uma vez em ordem vou bagunçá-las novamente.
Oh raios. Nao é mais ou menos isto o que eu queria estar fazendo da vida quando chegasse aos trinta anos (sim, é crise dos trinta, sim, sou um clichê ambulante)?
Meu pesadelo mor sempre foi chegar nessa idade sem trabalho, dependendo financeira e emocionalmente dos meus pais e jogando fora as oportunidades por falta de maturidade. Ok, não aconteceu. Ufa. Isso me autoriza a usar bottons da Hello Kitty sem cair no ridículo.
Mas então porque estou histérica? Porque estou com vontade de chutar o balde para provar pra todo mundo que eu não virei uma velha?