Então já foi dito que os italianos crescem sem conhecer a Turma do Chaves e seus efeitos benéficos para a formação da personalidade. Em compensação, o pequeno carcamano é exposto desde a mais tenra idade à visão de
animes, vocês sabem, japanimation. Não desses que passam hoje na MTV, como Neon Genesis Evangelion, mas
cartoons primordiais, dos anos 70/80, que já revelavam toda a bizarrice dos orientais. Eu, enquanto ser híbrido, tive a chance de assistir a ambos os tipo de programa, mas até os 10 anos vi só desenhos japoneses, que eu amo até hoje. Estas são algumas das séries animadas que embalaram os sonhos de uma geração:
Lady OscarUma pérola de estética e ambigüidade sexual. Na corte de Luis XV, uma menininha é criada como um garoto, pois seu pai desejava um herdeiro. Oscar, esse é o nome dela, cresce tornando-se linda e, obviamente, o melhor espadachim da França. Na versão orginal japonesa ela é descaradamente bissexual e se apaixona pela rainha Maria Antonieta, mas a dublagem italiana deu um jeito de deixar a história apta para a criançada.

A espada dela corta pros dois lados.
BemO nome mais apropriado seria “mal”... um desenho de terror sobre uma família de mortos-vivos que tenta fazer o bem mas tem que lutar contra os enviados do inferno e contra o preconceito dos humanos, que os discriminam por causa da aparência horripilante. Apavorante e triste ao mesmo tempo. Imaginem assistir isso com 8 anos de idade, um verdadeiro horror.

Bem é o pai (horripilante é a mãe... sorry, não resisti).
Galaxy Express 999Esse eu assistia pouco, mesmo achando esteticamente lindo. O desenho inspirou uma versão pro cinema, com trilha sonora do Daft Punk. Para reencontrar a mãe, um menininho enfrenta una viagem através das estrelas a bordo do trem espacial Galaxy Express. No caminho conhece uma mulher bela e misteriosa que parece guardar muitos segredos. Um drama de cortar o coração. O que há de errado com esses japas?
A tempestade de neve continua atingindo os ricos e famosos, e o Brasil continua marcando presença na situação. O herdeiro da Fiat, o
golden boy Lapo Elkann, 28 anos, foi hospitalizado ontem devido a uma overdose, e ainda está em coma. Foi heroína misturada com cocaína, além de álcool e cannabis.
O moço não se priva de nada.
Quem ligou para a polícia foi a ahm, acompanhante do milionário, que na ocasião não era a namorada oficial, a atriz Martina Stella (do Último beijo, alguém viu?), mas uma anônima
brasileira. Uma brasileira que antes era um brasileiro, se é que me entendem.
Ambos se encontravam na residência do transexual Lino B., mais conhecido como Patrizia, prostituta de rua.
Ah, o glamour do jet set.
Lapo é o encarregado da divisão de marketing da empresa, responsável pela renovação da imagem da tradicional casa de automóveis. Na verdade sua prioridade sempre foi a de freqüentar festas e andar com modeletes.
No programa humorístico
Mai dire lunedì, uma espécie de Casseta daqui, tinha até um quadro onde um ator fazia uma hilária imitação do excêntrico ricaço.
Ninguém aqui ficou muito preocupado com ele. Por sinal, pra mim esse é o sinal definitivo da decadência da Fiat, se eles estivessem com essa bola toda a notícia nem teria chegado na mídia.

Ele saiu com essa cara porque tinha tomado muito chá de camomila...