Essa é boa
Depois dizem que peças fashion são dinheiro jogado fora. Uma italiana de La Spezia, perto de Genova, processou a casa de moda Prada por causa de uma queda que ela, a mulher, teve lá em 1998. Ela, uma funcionaria pública de 42 anos, quebrou os ligamentos do tornozelo por culpa do salto da sua bota de griffe, e já havia recebido uma indenização no mesmo valor do sapato: 500 euros. Não satisfeita, a senhora levou a queixa adiante, até que o juiz admitiu que o salto tinha um defeito de fabricação – uma bolha de ar no interior do mesmo – o que torna a Prada responsável pelo infortúnio. A empresa vai ter que pagar 17 mil euros para a sortuda da senhora. Será que ela vai gastar tudo em roupas?
Vale a pena
Um olhar inspirado, longe dos lugares comuns sobre a Cidade Eterna. É o que se encontra nas fotos de Marcelo Cafaldo, no flog
Cotidiano Romano. Merece uma olhada. Até duas.
Um museu diferente
Hoje em dia ele é mais conhecido por ser o pai da
riot girl Asia, mas o diretor Dario Argento prestou grandes serviços ao cinema italiano, pelo menos no que diz respeito ao terror e ao suspense.

Seu melhor trabalho é o
cult Profondo Rosso - vermelho profundo – um thriller bem sanguinolento e perturbador, ao menos para o ano em que saiu, ou seja 1975.

Mas Profondo Rosso também é uma loja, que fica no bairro Prati e é especializada em DVDs, livros, quadrinhos e objetos relacionados ao mundo fantasmagórico criado pelo cineasta. No andar de baixo existe um museu, o
Museu dos Horrores de Dario Argento. Na verdade é um longo corredor dedicado aos filmes de terror trash da Cinecittà dos anos 70. As cenas mais apavorantes foram recriadas com os objetos e figurinos originais.
Imperdível, para quem aprecia o gênero. Veja mais no
site da loja.

O próprio diretor é uma figura que parece saída de um de seus filmes, a começar pela aparência. Pra mim é um dos homens mais feios do planeta e é quase um milagre que a filha tenha saído tão bonitinha.
A produção mais recente dirigida por Dario Argento deve sair em dezembro e vai se chamar
Do you like Hitchcock?
Voltei
Meu final de semana foi marcado por dois belos espetáculos: A Noiva Cadáver de Tim Burton – ei, eu quero o cão de ossinhos! – e o show do Black Rebel Motorcycle Club, apesar das músicas do ultimo disco, Howl, deixarem um pouco a desejar.
E mais, teve festinha da Halloween lá em casa. A minha amiga Tiziana fez docinhos em forma de morcego, espalhamos aranhas de plástico por tudo e colocamos um triunfante Jack O’Lantern no terraço.
Até uns dois anos atrás, ninguém festejava Halloween na Itália. Hoje as coisas mudaram. A tradição do trick or treat ainda não dá sinais de vida por aqui, mas a maioria das vitrines exibe decorações com monstrinhos e abóboras, e pululam as promoções e os eventos especiais para a festa das bruxas. Talvez seja por causa de crise econômica gerada pelo euro, que está deixando o comércio no pavor. Qualquer desculpa é bem-vinda, se fizer o povo gastar mais dinheiro...
Algumas pessoas torcem o nariz para a nova festividade, como os anti-americanos de plantão e os super-católicos, que por aqui são muitos. A minha depiladora me contou que hoje vai levar a filhinha dela numa festa à fantasia, mas não vai contar pra avó, que não ia gostar de saber. É que Halloween é, obviamente, uma festa pagã. Me pergunto o que o papa Ratzinger deve estar achando dessa nova moda, justo ele, que já condenou duramente as aventuras de Harry Potter por serem anti-cristãs...
Ah, esclareçam-me: o dia de Finados é no dia primeiro, ou no dia dois de novembro? No Brasil sempre foi dia dois, mas aqui o feriado é amanhã.